quarta-feira, 29 de julho de 2009

Luar


O céu negro junta-se ao mar,
invisível, audível,
que faz desembocar suaves ondas
na também escura areia.

A luz brilhante, clara, incandescente,
faz-se reflectir no mar negro da noite,
trilhando um caminho até ao céu.
"Quando for grande andarei sobre o mar".

sábado, 25 de julho de 2009

Mar


A água com o seu travo salgado
desemboca em pequenas ondas espumosas,
com areia à mistura.

Ocasionalmente vê-se um peixe ou outro.
A água é transparente,
vê-se a areia dançar debaixo de nós.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Primeira praia


O vento apressado agita os cabelos,
faz o mar desdobrar-se em ondas irritadas,
as gaivotas protestam sobrevoando a praia.

Pedaços de conchas, pedras e búzios
amontoam-se na areia macia e cortante.

Pessoas passeiam-se calmamente,
entrando e saindo,
apresentando-se e despedindo-se.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Rio


As águas calmas,
serpenteiam no meu corpo,
águas límpidas,
que indiscretamente deixam as pedras espreitar
por entre os meus pés.

Avisto ao longe a mancha verde,
de eucaliptos e pinheiros,
respiro fundo e sinto a tranquilidade percorrer o meu espírito.

Sinto-me livre.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Noite

A noite de Verão
vai clara ainda,
sem lua, sem estrelas,
toma o lugar do dia.

Desce do céu até à terra,
despede-se do sol e das nuvens,
chama morosamente as companheiras.

A noite de Verão
sibila segredos,
faz promessas,
adormece todos.

terça-feira, 14 de julho de 2009

Deserto


O calor abrasa-me a pele,
a boca ressequida implora por água,
os pés parecem pisar chamas.

Não sei o que faço ali,
não sei o que me levou lá,
sei apenas que as pernas caminham altivas
em busca de algo.

Não consigo parar,
as pernas não deixam.

"Só pararás quando encontrares...",
ouço na minha cabeça.
Mas eu não sei o que é,
nem encontro.

A busca é infinita.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Pôr-do-sol/Amanhecer



Levanto os olhos do chão
e ponho-os no céu.
É o fim do dia,
o fim de mais um dia.

O sol desce lentamente,
para se encontrar com o mar,
para se encontrar com a terra.
Desce lentamente.

O céu é colorido de tons indefiníveis,
tons de rosa,
tons de laranja.

É o cair da noite,
é o pôr-do-sol.



Amanhecer
Abro os olhos, pestanejo com a claridade
e ponho-os no céu.
É o início do dia,
o início de mais um dia.
O sol sobe lentamente,
para se encontrar com as nuvens,
para se encontrar com o horizonte.
Sobe lentamente.
O céu é preenchido de luz,
raios de sol,
que quase me cegam.
É o nascer do dia,
é o amanhecer.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Amor


Sentimento profundo,
que alegra e entristece,
que junta e separa,
que nasce e também se apaga.

Sentimento variado,
de amizade, família,
ou de simplesmente duas pessoas que se amam,
sem laço aparente.

Diferentes formas de amar,
diferentes formas de amor.
Mas o verbo é o mesmo,
e o nome é o mesmo.
Amar e amor.

terça-feira, 7 de julho de 2009

Vazio


O vazio é imenso,
é um grande poço escuro e fundo,
do qual é impossível emergir.

O vazio é um vazio sem fim,
é uma angústia profunda e cruel
que me dilacera por dentro
e me desfaz em mil pedaços.

O vazio é imenso,
o vazio é um vazio sem fim,
do qual é impossível emergir
e me desfaz em mil pedaços.

sábado, 4 de julho de 2009

Sonho

Sonho que estou perdida na clareira,
só tenho árvores à minha volta,
árvores,
pedras,
arbustos.

De repente tudo se altera,
as árvores tombam e desaparecem,
as pedras alinham-se em duas filas,
os arbustos juntam-se-lhes.
Um caminho infinito abre-se.

Ouço ao longe, muito longe,
uma voz sufocada que grita o meu nome,
uma voz desesperada.
Conheço aquela voz mas não sei de quem é.

Corro para alcançá-la.
Corro eternamente para alcançá-la.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Sentimentos

São coisas que se sentem
mas não se vêm,
são coisas que não se escolhem
mas são sentidas.

São coisas guardadas,
são coisas partilhadas.
São coisas que sabemos existir,
são coisas que sabemos sentir.

São coisas que nunca estão do lado da razão.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Decisões


Todos os dias,
a cada minuto,
a cada hora,
uma decisão é tomada,
escolhas são feitas,
caminhos são traçados.

Decisões irreversíveis,
escolhas incontornáveis,
caminhos para toda a vida.
Momentos difíceis de ultrapassar.

terça-feira, 30 de junho de 2009

Vida

Caminho de terra batida,
mil e um cruzamentos,
pontes e atalhos.
Disto é feita a vida.

Caminhos cruzados,
vidas construídas,
estradas percorridas,
mundos encontrados.
Muitos e poucos obstáculos,
muitas e poucas saídas.

Vida.

Horizonte

Linha que separa o céu e a terra,
linha que separa o sonho da realidade,
linha que guia os pensamentos.

O horizonte é a linha invisível,
linha mágica,
linha que nos divide.

Horizonte,
é lá que eu moro.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Pensamentos

Estava deitada
e logo a minha mente vagueou.
Num momento estou a pensar nisto,
segundos depois naquilo,
e tento lembrar-me como fui ali parar.

Penso no passado,
penso no presente
e penso num futuro hipotético,
um futuro entre milhares que posso ter.

Penso.
Não cansa.
Gosto de pensar.
Mas talvez pense demasiado.

Perdi-me nos pensamentos.

Terra

Visito aquele sítio tão natural.
A terra está molhada,
noto-lhe o cheiro,
noto-lhe a textura.

Sento-me no tronco
e enterro as mãos no chão.
Agarro num pedaço,
e envolvo-o nos dedos,
que ficam sujos.

Levanto-me de um salto
e decido explorar aquele local.
E perco-me.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Jardim


Dei-me conta que vim parar àquele jardim,
não sei como.
Quando páro com os "comos" confusos,
aprecio aquele jardim.

Olho-os maravilhada
e vejo que nada é o que parece.
Aquele jardim é mágico.

Aquele jardim que só eu conheço como a palma da minha mão,
conta-me a sua história,
conta-me o que foi e quem é.
E mostra-me o que fui e quem sou.

Aquele jardim não é o que parece.
Aquele jardim é mágico.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Praia


Aquela praia quente chama-me.
Chama o meu nome com aquelas ondas pequenas,
aquela areia molhada,
aquelas rochas ardentes.
Parece-se com o canto das Sereias.

Aquela praia chama o meu nome,
diz-me que venha,
diz-me que viva.

Aquela praia quente chama-me.
Aquela praia chama o meu nome.

Arco-íris


A chuva precipitava-se sem medo na terra,
uma chuva leve e muda.
O céu surgia cinza claro
dando a deixa ao Sol quente.

A chuva parte,
de mansinho.
O céu aparece,
rompendo as nuvens.
O arco-íris surge
e encanta.

Vermelho de sangue,
Amarelo de felicidade,
Verde de esperança,
Laranja de calor,
Azul de paz,
Anil de mar,
Violeta de serenidade.

Arco-íris.
(obrigada à Filipa pela ajuda)

terça-feira, 16 de junho de 2009

És tu

Páro os meus devaneios e concentro-me no que está à minha volta.
Observo tudo com mais atenção.
Este tempo que não se define,
este cansaço que me faz pesar o corpo.

Mas nada disso é importante,
o tempo que não se define,
o cansaço que me faz pesar o corpo,
porque tu estás lá para fazer o sol aparecer
e tu estás lá para me aliviar o peso do cansaço.

És tu.

Lágrima

Lágrima.
Pequena gota que brota dos meus olhos quando tudo à volta desaba.
Lágrima.
A grande demonstração de que nada está bem.

Lágrima que deitei por tantas coisas.
Lágrima que ainda deito porque deitei.
Lágrima.

domingo, 14 de junho de 2009

Neve


Sentei-me no sofá grande,
que tanto tem para contar.
Ponho-me a imaginar.
Ao contrário do habitual, imagino uma paisagem mais natural...

Imagino-me deitada num grande manto fofo e branco.
Vejo que pedaços brancos caem do céu e juntam-se àquele infinito manto que me serve de chão,
um chão confortável, macio.
Um chão de neve.

A neve envolve-me
mas não me causa frio,
transmite-me uma sensação de tranquilidade
e ao virar-me para o lado,
lá estás tu,
deitado junto a mim.

Distância


Uma quantidade infindável de sentimentos assolam a minha mente.
Uma quantidade infindável de questões redemoinham na minha cabeça.

Sei que tenho de me decidir,
antes que cometa um erro
e o arrependimento se junte aos meus sentimentos.

Mas é então que olho para a paisagem lá ao fundo,
e uma nova pergunta se forma, atenuando as outras:
Se a esta distância não páro de pensar nele, isso quer dizer alguma coisa, certo?
E foi então que percebi.

Dente-de-Leão


Observo o único que cresceu no jardim.
Vejo-o frágil,
abanando ligeiramente,
ao ritmo da brisa calma e suave.

Pergunto-me porque sempre os achei fascinantes,
já que um sopro meu os destruía.

Talvez fosse essa a resposta.
Achava-os fascinantes porque sabia que um descuido os levaria de mim.

Então, guardo-os, deixo-os viver,
não deixo que ninguém lhes tire o encanto.

terça-feira, 9 de junho de 2009

Perguntas


Tantas perguntas,
tantos porquês,
tantas questões para colocar...

De algumas nunca hei-de ter a resposta,
de outras não tenho a certeza se é a certa.
Os porquês são infinitos.
As questões têm ou não sentido.

Tantas perguntas que quero fazer-te...

Problema

Desde aquela marca que nada foi o mesmo.
Nada voltou a ser o mesmo.
É irreversível.

Nada é definitivo,
nada dura o tempo suficiente
e nada acontece como seria suposto.
Nada é definível.

Mas só eu tenho a chave para resolver o problema.

Água


Tantas formas,
tantos sentimentos.
A água.

Debruço-me no lago,
ponho as mãos em concha e mergulho-as na água.
Ela escorre-me por entre os dedos sem a poder manter nas mãos.

Inclino-me no rio,
vejo os peixes que nadam
e imagino-me a nadar com eles.

Sento-me à beira-mar
e sinto o aroma salgado.
Apanho uma concha e penso como seria bom morar no mar.

Quero fazer parte da água.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Impossibilidade

Pedes-me que não me aproxime mais.
Pedes-me que não me ligue demasiado a ti.
Pedes-me que me distancie.
Pedes-me que quebre os laços.

É impossível.
Gosto demasiado de ti,
seis anos contam demasiado para ser capaz de esquecer tudo.
Significas demasiado para ser capaz de tal coisa.

Pedes-me indirectamente que seja forte.
Pedes-me indirectamente que continue sem ti.
Mas é uma impossibilidade,
Melhor Amigo.


(Ao meu melhor amigo que nunca vou deixar. Por mais que queiras proteger-me Lucas, sou demasiado egoísta para conseguir afastar-me de ti. Adoro-te).

Árvores


O vento agita os corpos frágeis.
As folhas mexem-se em redor dos ramos.
O tronco forte e rugoso segura-as.
Tento olhá-las com atenção e compreendê-las.

Os pássaros criam os seus ninhos,
as flores crescem ao lado delas.

Árvores, amigas para sempre.

Medo


Penso e repenso.
Tenho medo.

Medo, aquela sensação,
aquele sentimento incontrolável.
Impede-nos de ser felizes.
Impede-nos de saber o que é certo e o que é errado.

Medo, medo, medo.
Penso e repenso.
Tenho medo.

Erro

Todos os actos são propícios ao erro.
Qualquer que seja o acto, é erro.
Quase que inevitável.
"Não há margem para erro mas vais errar".

Talvez não esteja tudo perdido.

domingo, 7 de junho de 2009

Inconstância


A Inconstância é um sentimento indeciso.
Hoje uma coisa.
Amanhã outra.
Impossível de colmatar.

Hoje quero uma coisa,
talvez ainda a queira amanhã.
Mas e passados uns dias?

A Inconstância não pode ser assim tão má.

Alegria


Tudo se mostra contente.
Salto por entre os arbustos que povoam a relva.
Rio às gargalhadas nem sei bem de quê.
Os meus olhos brilham.

As borboletas esvoaçam livres,
o sol brilha,
as flores pintam o cenário.

É a Alegria.
E veio para ficar.

Tu. E eu

Olho à minha volta,
mas é como se não houvesse mais nada.
Há mais gente.
Mas não há mais ninguém.
Contigo é assim.

Encarnas-te a perfeição,
não há nada em ti que me desiluda.
Não há nada em ti que me desaponte.

O sentimento perdura.

Mito


Olho-te e vejo quem és.
Não tenho medo.
Sei que nunca me magoarás.
Sei que sempre me protegerás.

Não me importa o que és,
és maravilhoso
e isso é quem tu és.
És perfeito.

Mantém-te por perto.

(Mais um poema inspirado na Saga Crepúsculo/Twilight Saga)

Salvador

Batalhei, mas encontrei-te.
Eras tu quem eu aguardava.
Confundi-te.
Mas agora sei que és mesmo tu.
E sim, és o meu salvador.

Batalhei mas encontrei-te.
Eras tu quem eu mais aguardava.
Mas valeu a pena.

"You will see many frogs untill you find your prince"
("Vais ver muitos sapos até encontrares o teu príncipe")

Expansão


Olho através do vidro do carro.
Retenho na memória a paisagem ainda verde,
ainda não foi destruída.
Os cabelos esvoaçam com o vento e tentam tapar-me os olhos.
Penteio-os como posso com as mãos.

Vou à procura de novos pontos de partida,
novas perspectivas,
novas experiências,
novos conhecimentos.

Expansão.

Desilusão


"A desilusão é a ama da sabedoria",
li uma vez.
E fixei.

A desilusão é o sentimento que mais magoa.
Desilusão, mágoa profunda.

Quantas vezes não me quis iludir para não me desiludir...
Mas é inevitável,
ilusão leva a desilusão.

Mas a desilusão é um erro
e aprendemos com ela.

Pessoas


Seres diferentes,
seres únicos.
Feitios, formas ímpares.

Cada um faz da sua vida o que quer
ou a vida faz o que quer de cada um.

Destinos que se cruzam com outros
ou que simplesmente nunca se encontram.
Coincidências.
Acasos.
Vidas.
Pessoas.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Palavras (Composição do teste de Português, 14.05.2009)


Palavras
belas composições,
sentimentos, expressões.

Palavras são o que nos guia
se não fossem elas, não sei como diria
o que sinto por ti.

Palavras podem ser úteis ou inúteis
significar muito ou pouco
mas para mim não são um termo oco.

Queria saber escrever bonitos poemas,
saber rimar,
e de uma maneira lindíssima me saber expressar.

Queria saber escrever bonitos textos,
saber dizer o que sinto
e quem lesse soubesse que não minto.

Palavras, letras, frases
tudo isto me pode ajudar
a que o que penso te possa mostrar.

Acho que perfeito não vai ficar,
mas ficará assim tão mal
ao ponto de nunca mais tentar nada igual?

Palavras são rios
quando correm não há quem as páre
mas se disser tudo agora, sem palavras vou ficar.

Palavras significam tudo para mim.
Perdoa-me por não ser perfeita
mas tu e elas são lindas assim!


(O primeiro poema)

Lua Nova


Sento-me no tronco molhado.
Ouço os lobos que uivam,
começa a escurecer.
Procuro-te, perfeito, nos meus pensamentos,
porque os meus olhos não voltarão a encontrar-te.

Tento caminhar com sentido,
mas tudo o que faço é voltar aqui.

Volto a sentar-me no tronco.
Decido deitar-me no chão e olho o céu escuro uma última vez.
Lua Nova.


(Poema inspirado no livro New Moon/Lua Nova)

Como uma flor num jardim


Chegaste de mansinho,
mas já fazes mudanças.
Mudaste os meus pensamentos,
mudaste os meus sentimentos.
E não era suposto.

Quando apareceste
não pensava verdadeiramente que te tornasses no que és para mim agora.
És especial.

Como uma flor num jardim.
passaste despercebido.
Mas agora destacas-te.

Pais

Dos melhores amigos.
Ensinam-nos a ser quem somos,
constroem as nossas bases,
fazem-nos distinguir o certo do errado.

São quem nos aceita como somo0s
e quem nos conhece melhor.

Aos meus pais, obrigada por tudo.

Roda do destino

Pego na Roda e faço-a girar.
Olho-a e vejo as voltas que já deu.
Por muito que pense não sei o que a fez rodar,
ou não me lembro.
Mas há marcas que não esqueço.
As razões são difíceis de lembrar,
os acontecimentos impossíveis de esquecer.

Pergunto-me como tudo mudou tanto.
Pergunto-me porquê.

Mas estou feliz com as mudanças.
Podem não ter parecido boas na altura,
mas são óptimas agora.

Avós

Avós, aquelas pessoas maravilhosas.
Segundos pais.
Segundos elementos mais importantes na família.

Amigos, companheiros, professores...

Avós,
agradeço-lhes por tudo.


Aos meus avós que amo muito.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Estrada


Escolhi esta estrada.
Porquê?
Não sei.
Talvez me tenha parecido a mais bonita.
Talvez me tenha parecido a mais fácil de percorrer.

Surgem duas opções.
Esquerda, direita.
Esquerda ou direita?
Vou ter de decidir.

A minha estrada sou eu que a faço.

Mundo


Moro num sítio chamado Mundo.
Mundo meu e deles.
Mundo nosso.
Mundo de todos.

Justo e injusto também,
certo e errado.
Mundo.
Que Mundo é este?
Procuro alguém.
Alguém que me diga que é assim que gosta de mim.
Alguém que me diga que sou importante.
Alguém que me diga que sou a perfeição.
Alguém neste Mundo.

Mar


Quantas saudades temos tuas, mar calmo e sereno.
Quantas saudades temos de sentir a tua companheira areia, debaixo dos pés.
Quantas saudades temos de sentir o teu amigo sol, a queimar-nos as costas.
Quantas saudades temos de explorar as tuas irmãs rochas que nos fazem aventureiros.

Quantas saudades da praia onde moras, infinito.
Quantas saudades tuas que caminhas comigo nesta praia.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Verão


Verão, vens alegre e a rir.
Estás contente?
É agora que te vais exibir,
mostrar quem és.

Espalhas o calor por aqui
e fazes-nos querer refrescar.
Fazes-nos andar alegres
e despreocupados como tu.

Verão, quando me aperceber já partiste.
Não o faças.

Vão de escada

Lugar mágico das crianças.
Chegam-se a tesouros nunca encontrados,
chegam-se a descobertas nunca feitas.
Criam-se laços nunca imaginados.

Conhece-se o desconhecido,
imagina-se o inimaginável.

Vão de escada,
o lugar mágico das crianças.

sábado, 30 de maio de 2009

Fonte


Chamam-lhe Fonte dos Desejos.
Eu chamo-lhe outra coisa,
Fonte da Esperança.

As pessoas que vão lá
querem que os seus sonhos se realizem,
querem que se concretize o que mais anseiam.

Fonte dos Desejos,
Fonte da Esperança,
ajuda-nos a ser felizes.

Sonho

Sonho a dormir ou acordada.
Sonho todos os dias.
Sonho todas as noites.

O meu sonho ninguém o sabe.
Ou será que alguém já teve o mesmo sonho que eu?
Não vou revelá-lo,
não quero que me copiem
ou ainda me dizem que os copiei...

Mas não, acho que vou contar.
O meu sonho é
SER FELIZ.

Jardim


Jardins, as mais belas criações.
Árvores, arbustos, flores.
os mais belos enfeites.
Saíram das mãos de Gaia

Lugares mágicos e mal aproveitados.
Verdes.
Quero descobri-los contigo.
Vens? Vem.
Anda conhecê-los!

És como um jardim.
Para mim és o mais especial.


(Gaia era uma titã grega, relacionada com a Natureza. Obrigada Jonei pela ajuda acerca da mitologia)

Etapa

Uma nova etapa caminha segura.
Na minha direcção.
Sinto-o.

Como um vento leve que arrasta o que está à sua volta para outras paragens,
a vida está a arrastar-me para outra paragem.
À paragem onde se dá a mudança,
a mudança que tanto queria e tanto esperava
aguarda-me ansiosa para tomar conta de mim.
E eu aceito que ela tome conta de mim, de bom grado.

Uma nova etapa.
Vou eu ter com ela,
ou vem ela ter comigo.
Podemos fazer o caminho a meias.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Amigos

Pessoas preciosas que devemos guardar.
Amigos estão presentes.
Mas aí é que está a diferença,
na sua presença.
Se estão por perto nos bons momentos ou se nos maus.
Se nos apoiam quando tudo nos falta.
Se nos ajudam quando precisamos.
Se nos dizem o que precisamos de ouvir.

Amigos.
Eu sei quais são os meus.

Varanda

Ao fim do dia, sem nada para fazer,
levo a cadeira para a varanda,
a música vem comigo.

Acomodo-me e apoio os pés nas barras da grade da varanda.

Os meus olhos viajam até ao horizonte.
Centro-me nas árvores,
nas casas mais ao longe.

O meu corpo está aqui,
mas a minha mente está naquelas árvores e naquelas casas.
Ouço as músicas como se fossem a minha vida,
a minha própria banda sonora.

A brisa despenteia-me levemente os cabelos.

Já sonhei, é hora de pôr os pés na terra.

Amolador de tesouras


Ouço o som.
Pensei que já não existisse.
Instintivamente fico alerta.
Volto a ouvir.

Uma onda de nostalgia e alegria invadem-me.

Recordo com nostalgia
o fascínio que o homem e o som da gaita de beiços exercia em mim.
Assim que o ouvia corria até à janela.

- O que é isto avó? - perguntei.
- É o amolador de tesouras.

Amolador de tesouras
mas não de sonhos.

Vôo


Adormeço cansada.
Imediatamente começo a sonhar.

Sou uma ave nunca vista,
rasgo os céus sem hesitações.

Faço as delícias dos que me vêem,
com as minhas penas de mil cores.

Sou livre.
Nada nem ninguém me pode impedir de coisa alguma.

O velho desejo de liberdade.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Caminhada


Trilho um caminho.
Atalho ou não, não interessa.

Caminho altiva sem tempo algum.
Não me importo com a distância que possa percorrer.

Vejo o longo caminho à minha frente mas não tenho medo.

Apercebo-me de que cheguei a um limite.
O limite da minha caminhada.
Nada mais há para ver e percorrer.
O caminho trilhado terminou.
Agora restam as recordações.

Trilho um novo caminho.

Perfume


O melhor perfume é sem dúvida o da Primavera
e o do Verão.

As flores emanam o seu aroma delicado,
as árvores deixam que as folhas exalem um perfume agradável.

O mar deixa-nos respirar a brisa marítima,
o calor tem o seu próprio perfume.

O melhor perfume é sem dúvida o da Primavera
e o do Verão.

Futuro incerto

Sento-me ou simplesmente me ponho a imaginar.
Tento imaginar-me mais velha.
Primeiro com cerca de 20 anos.
Tento adivinhar as mudanças físicas e psicológicas.
Tento adivinhar se vou estar aqui ou noutro lugar...

Depois tento imaginar-me já adulta.
Tento pensar como serei, uma casa enorme,
a minha carreira de representação que me transportará a tudo o que sempre quis.
Esse é o meu melhor sonho, quando me vejo uma actriz talentosa e reconhecida por isso.

Mas eu não sei como será o meu futuro
Futuro incerto.

Flores


Cores, texturas...
Flores grandes ou pequenas
são sempre bonitas.

Rosas, oferecidas à pessoa amada.
Vermelhas, cor-de-rosa, amarelas ou brancas.
Cada uma com o seu significado.

Hortenses, belas e imponentes.
Orquídeas, perfeitas e majestosas.
Malmequeres, simples mas encantadores.
Orvalho escorre-lhes nas pétalas.

Flores, das mais belas filhas da Natureza.

Paisagens


Montes.
Flores.
Animais
Uma casa aqui e outra ali.
A harmonia perfeita das paisagens.

Um elemento leva ao outro.
Árvores marcam o seu território.
Montes e montanhas esticam os dedos rochosos para sentirem o céu.
Avisto aves que rasgam as nuvens, livres.

Paisagens belas,
todas as paisagens são únicas.
Uma vou escolher.

Velhas relíquias


As pessoas idosas são como velhas relíquias que devemos preservar.
Olho-as com admiração, os cabelos grisalhos, os óculos, as roupas características...
Umas mais estimadas que outras.

Observo-as e tento imaginar como eram na minha idade.
Tento vê-las no meu lugar.

Não são menos pessoas pela sua idade.
Para mim são sábias que têm sempre algo a ensinar com as suas vidas.
As suas experiências são mágicas.
Os seus conselhos são preciosos.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Natureza


Vejo a gota que fiz cair no lago encontrar-se com a água.
Observo o meu reflexo tão nítido.
Animais aproximam-se,
parecem não ter medo de mim.

É então que me debruço instintivamente sobre a água e vejo que me tornei um deles.

Agora já não sou eu,
faço parte da Natureza.

Sou uma flor selvagem de uma cor impossível de definir
O meu nome ficaria muito aquém do que tentassem chamar-me.

Volto a olhar para a água e vejo que sou eu, pessoa, outra vez.
Posso tornar-me no que eu quiser.

Regresso


Já não via a cidade há cerca de um ano, a minha cidade.
Está tudo como deixei.
A Primavera marca a sua posição,
as deliciosas cerejas já se vêm, embora ainda verdes.

A cidade feita de granito mantém o bonito jardim
O parque perto da minha casa chama-me como quando era pequena.
As lojas aumentam.
Relembro as voltas de bicicleta no quintal, na rua, no ringue, acompanhada pelo meu avô...
Subo até ao sótão e vejo os brinquedos arrumados,
no outro extremo o baloiço.
Muitas coisas mudaram, mas muitas se mantém iguais.

Recordações com significado.
Guarda.

Floresta


No centro da clareira levanto os olhos do chão.
Estou ladeada por árvores que povoam esta intimidante mas bonita floresta.
O musgo vigia-me curioso.
Os fetos húmidos deixam a água escorrer, choveu recentemente.

Ouço algo a mexer-se e viro-me nessa direcção.
Apareces tu, deslumbrante e gracioso.
Sorrio-te e por breves instantes emerge a tentação de te alcançar.
Num piscar de olhos estás ao meu lado.
Agarras a minha mão e então sou a pessoa mais feliz do mundo.
Caminhamos calmamente...
O Crepúsculo aproxima-se...

Abro os olhos e acordo.
Sonho ou realidade?


(Inspirei-me no livro/filme Twilight/Crepúsculo)

Amor-perfeito


Procuro-te, amor-perfeito, por entre os teus irmãos.
Uns são iguais a ti, outros de outras cores.
Estou à procura do amor-perfeito perfeito.
Sou exigente.

Continuo. Procuro os roxos,
agarro um mas logo o solto, não és tu.
Finalmente vejo-te.
Deito-te os dedos rapidamente antes que te confundas com os outros.

Observo-te,
admiro-te.
És tão bonito...
Porque é que os amores-perfeitos não vão para além das flores?

Nuvens


Desconcentro-me do caminho à minha frente
e fito as nuvens no céu.

Aos olhos dos outros parecem todas iguais,
brancas nos dias de sol,
cinzentas nos dias de chuva.

Mas eu não me limito a olhá-las,
observo-as com atenção.
Distingo feições e corpos de pessoas e animais.
Por vezes são objectos.

Só consigo discerni-las quando são brancas.
Gostava de poder tocá-las,
ver se são tão macias como parecem.
Mas nem eu vou lá acima nem elas vêm cá abaixo.
Talvez um dia.

Vagueando


Vagueio, pura e simplesmente.
Não me perguntem para onde vou porque não sei.

As pernas avançam decididas,
não porque lhes ordeno,
dou por mim sentindo-as avançar.
Não me importa.

Na cabeça há um tornado de pensamentos.
Agitam-se, indomáveis, não os consigo fazer parar.

Às tantas apercebo-me de onde estou.
Dei uma volta completa e voltei ao ponto de partida.
Está na hora de ir para casa.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Tempestade/Bonança



Grossos pingos de água escorrem.
Fazem corridas entre eles para ver quem chega primeiro ao meu parapeito.
Chama-se chuva e cai no vidro da minha janela.
Ninguém a pode parar.

Olho para além dessas gotas, olho para cima,
vejo as nuvens furiosas, negras, contra o vento, tentando rompê-lo.
O vento responde-lhes com violentos rugidos.

Em baixo as pessoas abrigam-se,
usam os guarda-chuva que quase levantam vôo.
Os cabelos desgrenhados agitam-se, mal se vêm os seus rostos.
As roupas ensopadas enregelam-lhes os corpos.
Tentam apressar-se mas o vento ainda discute com as nuvens.
As árvores abanam imparáveis,
parecem gigantes enraivecidos.
A Tempestade é incontornável.





Bonança

As nuvens cansadas, abrandam o ritmo,
vão desacansar para os lugares onde precisam delas.
Deixam descobrir um imenso céu azul que contrastaria com o mar.
O vento, acalma-se e já só se sente uma brisa leve.
Um alegre arco-íris espreita timidamente.

As pessoas fecham os guarda-chuva encharcados, ajeitam os cabelos despenteados.
Encaminham-se agora para casa para secarem a roupa.
As árvores mal se mexem.

Depois da Tempestade vem a Bonança.